Sobre Estrela Grande Trail®

A prova EGT® é a prova rainha que te levará pelos grandes trilhos da Serra da Estrela. A primeira parte da prova é a mais exigente, com uma altimetria elevada e decorrendo maioritariamente durante a noite irá por em teste todos os teus sentidos. Irá exigir muita concentração pela dificuldade ténica e a baixa luminosidade existente.

Local: Começa e termina em Manteigas, segue até ao Vale do Rossim - Nave Mestra - Fraga das Penhas - Garganta de Loriga - Loriga - Cabeça - Fontão - Alvoco - terminado na Torre. A segunda etapa começa na Torre seguindo o mesmo percurso da prova dos 109K - Vale Glaciar - Poço do Inferno - Vale da Amoreira - Sameiro e termina em Manteigas.

Data: 18 - 20 Maio às 00:00 de Sábado

Distância: 109 KM / 6300 D+

Participantes: Cada atleta apenas poderá ser asitido nos locais para o efeito (abastecimentos).

Mapa: Brevemente…

Font Awesome not detected!

You must add the Font Awesome stack to this page (or add Font Awesome as a resource) in order for the icons to display properly.
Note: This warning only displays in preview mode and will be removed once Font Awesome has been added.

  • Início: Dia 19 (Sábado) às 00:00

    Uma subida acentuada até ao Vale do Rossim sendo pissível observar as luzes de Manteigas à medida que subimos. No Estrela Grande Trail vivemos todos os trilhos como todos os trilhos de todas as aldeias da infância. Onde do alto, e qual criança pequena, se pode ver o Universo. E onde se pode ser tudo. E onde podes ser tudo o que quiseres. Da subida ao Fragão do Corvo, atravessando o bosque, abre-se a vista a este incrível Vale do Rossim. Ventoso e calmo. Gelado e quente. Do Vale do Rossim, atravessando a Nave da Mestra, atinge-se o alto deste Vale Glaciar de Loriga. Abrem-se ali as portas de um dos mais preciosos museus naturais do mundo. A biodiversidade é imensa. Aqui, o glaciar arrastou-se cravando à passagem a vida há mais de 20 mil anos. Ao lado, mesmo ali à vista, o planalto da Torre, por onde vamos mais tarde regressar. Por agora seguimos a linha d’água da ribeira de Loriga. Atravessamos a Lagoa Serrano, o Covão do Boeiro, a Lagoa do Covão do Meio. Somos pequenos nesta Garganta de Loriga que nos engole. Resta-nos passar devagar, para não perturbar o silêncio. Cruzado o primeiro Vale Glaciar, abre-se à vista Loriga, a quem pertence, o corpo já sente bem. Esta Suíça portuguesa, couraça dos montes Hermínios, oferece água fresca para refrescar, banhar e deleitar. Custa não ficar. Para quem resistiu à ânsia e ao cansaço, começa aqui o derradeiro desafio. Vivem ali pouco mais de 400 habitantes, tímidos, hospitaleiros, habituados já a essa gente estranha que nestes tempos se esgueira na Serra montanha acima até à Torre. Estranha forma de passar o tempo. Levassem ao invés as cabras lá a cima ao trilho. Mas não, é isto. Agora é galgar para quem tem ou não tem pernas o quilómetro vertical desta Serra. Do Alvoco à Torre esperam 1232 metros em 6,25 quilómetros. Rodámos o olhar. Deslumbramos-nos, abençoados. E agradecemos. Estamos no ponto mais alto da serra mais alta de Portugal continental. Entre vales encaixados de xisto e granito de Manteigas, Covilhã e Seia, chega-se ao mar com o olhar. O Estrela é assim. Estas paisagens. Esta gente. Esta incrível dureza. E estão feitas as apresentações. Silêncio. Olhos atentos, levantados, a avisar da surpresa do terreno. As pedras que se confundem com o trilho, a vegetação rasteira que rasga a pele. Baixa-se o ritmo da descida. Segura-se o corpo. À direita tudo é precipício. Guarda-se espaço de quem segue à frente, se o há. E faz-se por demorar um pouco mais. Fotografa-se na memória esta paisagem, mas só o do Major é assim. Por aqui, tudo é espanto. Chegamos à Nave Santo António, um planalto coberto por cervum onde os vestigios da Era Glaciar estão bem presentes, aqui sentimo-nos pequenos. Em breve começaremos uma descida por um bosque encantado, um zig-zag até ao fundo do Vale por entre árvores centenárias que por momentos nos levam àqueles locais onde brincávamos quando éramos pequenos. Somos crianças outra vez. A subida dos Poios Brancos, enfrentamos com a mesma garra com que os nossos antepassados ali passavam na transumância. Ainda queremos brincar, a subida é dura mas queremos ver mais, apreciar mais. Recuperamos a caminho do Poço do Inferno, formado por uma queda de água com 10 metros de altura pelas águas da Ribeira de Leandres. Um ex-libris da Serra da Estrela. É no Vale de Amoreira que nos preparamos para a proxima subida, aldeia serrana e hospitaleira é o centro de dois pontos de parapente do país. Seguimos para um desses pontos, uma subida tenebrosa de olhar baixo e passo largo. Aqui buscamos chegar ao cume de onde outros bravos saltam e observar no seu explendor todo o Vale Glaciar. Está quase, mas não sem antes passarmos por uma encosta que nos presenteia com com uma vista sobre os 20 mil anos desde a ultima descongelação do glaciar. Sameiro, reza a história que o nome desta povoação veio do povo defensor das horas enimigas, povo cimeiro que lhes atiravam pedras rolantes impedindo a progressão. Aqui sentes que tu também podes fazer parte da tua lenda, vais transpor as pedras rolantes não com o corpo cansado mas com a vontade e resiliência que te irão fazer chegar a Manteigas.

  • Programa

    18/05/2018

    10h às 23h00 - Entrega de dorsais para todas as provas e controlo do material obrigatório.

    21h00 - Briefing Ultra EGT® e Tag Team, Estrela Orion Belt, Estrela Tauros e Estrela Ursa Minor (local a definir)

    00h00 - Partida da Ultra EGT® e EGT® Tag Team

    19/05/2018

    6h00 - Abertura do Secretariado

    7h00 - 8h00 - Entrega de dorsais Estrela Orion Belt (49K) e Estrela Tauros (26K) Controlo de entrada para atletas Estrela Orion Belt

    8h30 - Partida Estrela Orion Belt

    9h15 - Controlo de entrada para atletas Estrela Tauros

    9h30 - Partida Estrela Tauros

    10h00 - Partida Estrela Ursa Minor (15K)

    20/05/2018

    11h00 - Entrega de prémios para todas as provas

    12h00 - Encerramento EGT®

  • Material obrigatório

    Este material deve andar sempre com o atleta. Irá haver controlo aleatório em certos pontos.

    • Frontal e pilhas de reserva
    • Manta térmica
    • Led vermelho sinalizador*
    • Apito
    • Impermeável com capuz
    • Reservatório de água (1L min)
    • Barras ou geis
    • chapéu, gorro ou bandana
    • Copo (125 ml)
    • Luvas
    • Ligadura
    • T-shirt manga comprida
    • Frontal de reserva
    • Telemóvel funcional
    • Calças impermeáveis

    Material recomendado

    Este material fica à consideração de cada atleta de usar ou não. Caso decida levar bastões deve transportar consigo sempre e nunca os deixar em qualquer posto.

    • Leggins cumpridas
    • Bastões
    • Loção solar, anti-fricção
    • Bastões
    • Relógio GPS